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9 de janeiro de 2012

O Amor e Outras Drogas

Eu sou meio atrasada para ver filmes, mas tenho bom gosto, acreditem. Comédia romântica é o meu gênero preferido, seguido por animações e, por que não?, suspense e terror. Mas, de volta a boa e velha história água com açúcar de sempre... Claro que depois que a Tata postou por aqui o lançamento do livro Um Dia e comentou que viria a ser um filme, eu fiquei encantada com a ideia de ir ao cinema e assistir.

Mas depois de ter lido a primeira frase, você já deve ter imaginado que eu não fui. Esqueci, porque sou muito avoada. Posterguei o máximo que pude, depois da estréia, e inventei uma série de desculpas. "Sou incapaz de manter um relacionamento", "Não quero ver casais felizes" e "Não, eu não vou sair com ele só porque quero assistir um filme", foram algumas delas. Teve também "a falta de tempo" e "ai, que preguiça, tá chovendo". Todas são desculpas meia boca, eu sei. Mas, fazer o quê? Essa sou eu. Enroladora e preguiçosa.

No entanto, resolvi deixar a preguiça de lado. Não, eu não vou falar sobre Um Dia, porque, afinal, eu ainda não li o livro e eu ainda não vi o filme. Mas eu vi O Amor e Outras Drogas, com a incrível Anne Hathaway, que é também a protagonista, e o lindo-vem-cá do Jake Gyllenhaal. Romântico e divertido, com drama na dose certa e uma meia dúzia de piadas sobre as dificuldades de quem tem Parkinson.


Ele se interessa por ela num consultório médico, onde está fingindo que é um interno, estagiário, do Doutor que a atende. Ele é Jamie, um conquistador, ela é Meg, uma garçonete, que na verdade é uma artista. Ela bate nele, porque ele não consegue tirar os olhos dos peitos dela, quando ela mostra ao médico. Claro, ela o bate só depois, quando o encontra no estacionamento. É clichê, ele se interessa, porque ela o repele, e assim vamos.

Primeiro ela não quer se envolver. Veja só que boa lição. Uma mulher bem resolvida. Aliás, muito bem resolvida, que faz o que quer, transa com quem quer e não espera uma ligação no dia seguinte, por melhor que o sexo tenha sido. Seria ótimo se parasse por aqui e eles se tornassem fuckbuddies. Mas aí não seria uma comédia romântica, né? Cadê o açúcar disso? haha

Então, depois de toda a insistência do bonitão, de muitas coisas fofas que ele faz, eles acabam namorando. Mas, como Meg é doente, o restante da história se divide entre as dificuldades do Parkinson, que acabam se tornando dificuldades no relacionamento. Ele busca uma cura a todo custo, enquanto ela sabe que a cura não existe.

Preciso dizer que eles separam, mas acabam juntos no final? Não, né. Vocês sabem. É um filme de mulherzinha (:

Fica aqui a minha indicação, para quem ainda não viu, e a lembrança para quem viu, ver de novo, porque vale muito a pena.

Beijos



13 de setembro de 2011

Na cabeceira: Um Dia

"Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido se não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável."
É assim que começa o livro Um dia, de David Nicholls, nos fazendo lembrar dos momentos especiais em que vivemos, e em como eles foram capazes de mudar completamente o rumo de nossas vidas.
Um dia se entitula um romance, como tantos outros. Mas o que o faz diferente é a construção de sua narrativa. O livro conta a história de Dexter e Emma, dois formandos que se conhecem dia 15 de julho após sua formatura e passam uma noite juntos. Emma, uma aspirante a escritora que se formou em letras e história e quer mudar o mundo, mas não consegue nem acertar o corte de cabelo. Dexter se formou em antropologia e não sabe bem o que quer da vida, mas de mulheres e bebidas entende muito bem. A partir de então, podemos acompanhar o que se passa na vida dos dois todo dia 15 de julho, durante 20 anos. Em cada dia 15 de julho podemos descobrir o que cada 15 de julho anterior mudou na vida dos dois depois de um ano.
Mas o que realmente faz desse romance um sucesso são os personagens. Dex e Em são pessoas normais, como eu e você, indecisas, impulsivas, apaixonadas e sonhadoras. O que se passa na vida e na mente deles pode se passar com qualquer um de nós, os sonhos, as frustrações, as conquistas, o tempo, a idade. Vemos Dex e Em quebrando a cara, quebrando novamente, se realizando, se apaixonando, chorando, sofrendo, amando. Ao longo da narrativa aprendemos a amar e odiar os dois, em seus acertos e erros, como se aquilo pudesse acontecer conosco a qualquer momento, como se uma parte de nós estivesse ali, em Em e Dex. É tão real que chega a perturbar e nos faz refletir muito sobre o rumo que as nossas vidas podem tomar, e o que o tempo pode fazer conosco.
O livro fez tanto sucesso que vai até virar filme. E adivinha quem foi escolhida para interpretar a Emma? A linda Anne Hathaway, contracenando com Jim Sturges como Dexter. (Pena que seu personagem não canta, porque o ator tem uma voz linda e apaixonante!)
O filme estreou em vários países do mundo dia 19 de agosto, mas no Brasil não tem previsão ainda, talvez Novembro. Alguém explica?
Para quem se animou com a história, dá uma olhada no trailer super emocionante, e para quem gosta de ler está super recomendado!

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